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3 de julho de 2014

Instrumentos contra a fome

A fome é um dos principais problemas do mundo. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), cerca de três bilhões de pessoas - quase metade da população do planeta- sofrem com esse problema. O Brasil, país com grande potencial agrícola, tem totais condições para contribuir de forma contundente contra a fome interna e externamente. O setor agrícola é o mais competitivo de nossa economia e representa, hoje, cerca de 20% do PIB Brasileiro, de acordo com o Ministério da Agricultura.

O que mais surpreende é que a comida necessária para alimentar toda essa gente existe e é jogada no mundo todo. O relatório Global “Food: waste not, want not”, do Instituto de Engenheiros Mecânicos (Imeche) do Reino Unido, mostra que, de 30% a 50% dos alimentos produzidos anualmente no mundo nunca são ingeridos, ou seja, de 1,2 a 2 bilhões de toneladas de comida, que têm o lixo como destino.

Nos países em desenvolvimento, o problema está na colheita, na estocagem dos alimentos e na falta de estrutura para transporte. A perda no plantio de arroz em regiões do Vietnã, por exemplo, pode chegar a 80%. Já nos países ricos, grande parte do desperdício se dá porque o consumidor só quer os alimentos de ótima aparência. As promoções do tipo ‘compre um, leve dois’ também estimulam o desperdício. As pessoas compram mais do que precisam e muita comida acaba no lixo.

Desde o início, a evolução das embalagens acompanhou o desenvolvimento humano, Inicialmente da simples necessidade de armazenar mantimentos e água; mais tarde, de conservá-los por mais tempo para consumo posterior e comercialização. Hoje, as embalagens conferem identidade ao produto, referenciam sua origem e reforçam sua marca e suas qualidades. São fundamentais na logística: essenciais para disponibilizar as mercadorias no tempo certo, nas condições adequadas, ao menor custo possível, principalmente na distribuição internacional.

O plástico sempre foi um aliado para evitar-se o desperdício. O seu uso permite maior produtividade na agricultura, que se evitem perdas por alterações no clima, maior tempo de vida aos alimentos, garantia de estocagem de qualidade. Quando o produto chega na gôndola, a função do plástico também é de suma importância para que não haja perda de produtos. No combate à fome, não é diferente. A presença das embalagens plásticas faz com que os alimentos possam ser levados aos pontos mais longínquos do mundo, de maneira segura e higiênica, sem contaminação e sem desperdício.

A indústria dos plásticos, que atua fortemente no setor de alimentos, investe cada vez mais em tecnologia no desenvolvimento de embalagens inteligentes, capazes de garantir maior tempo de vida aos produtos nas prateleiras e que os alimentos estejam cada vez mais protegidos no transporte. Também atua para que a identificação do produto e de sua origem, o que é uma segurança ao consumidor, seja um diferencial na prateleira, promovendo competitividade. A cada dia, mais e mais produtos competem pela atenção do consumidor nas prateleiras e a criação de um diferencial na embalagem poder ser fator decisivo para a compra. 

A indústria do plástico busca divulgar essa nobre importância de seus produtos, que têm aplicações voltadas ao bem estar social, ao desenvolvimento e à saúde. Já se sabe que em países onde o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é mais alto, o consumo de plásticos per capta é maior. A questão do uso do plástico no combate á fome será abordada em um dos painéis do 1º Congresso Brasileiro do Plástico, a primeira iniciativa no Brasil e na América Latina com o propósito de exaltar as aplicações do plástico nos mais variados segmentos, desde saúde, agricultura, passando por segurança alimentar, combate a fome e saneamento básico, bem como evidenciar a sua importância na vida moderna.

Setor que faz parte de uma cadeia produtiva responsável por mais de 350 mil empregos diretos no Brasil, em mais de 11 mil empresas, a indústria de transformação plástica brasileira, aliada cada vez mais ao segmento agrícola, tem plenas condições de minimizar as perdas de alimentos, garantir valor agregado ao produto e sua marca, qualidade, durabilidade. Soma-se a isso o esforço dessa cadeia para criar no país a cultura das boas práticas de consumo, como por exemplo, os 3R’s (Reduzir, Reutilizar e Reciclar), partindo do próprio plástico, que é 100% reciclável, e extrapolando para o consumo de modo geral. Acreditamos que unindo esses pontos, o Brasil tem condições de dar mais um passo em direção ao desenvolvimento, contribuindo de forma efetiva e global.

  

*Alfredo Schmitt - Empresário e presidente do 1º Congresso Brasileiro do Plástico

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