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8 de julho de 2014

Embalagem contra a fome (Estado de Minas/MG)

A fome é um dos principais problemas enfrentados no mundo. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), cerca de três bilhões de pessoas, que representam quase metade da população do planeta, sofrem com esse problema. O Brasil, país com grande potencial agrícola, tem totais condições para contribuir de forma contundente contra a fome em seu território e além de suas fronteiras. O setor agrícola é o mais competitivo de nossa economia e representa, hoje, cerca de 20% do PIB Brasileiro, de acordo com o Ministério da Agricultura.

Contudo, o que mais surpreende nisso tudo é que a comida necessária para alimentar toda essa gente existe e é jogada fora todos os dias, no mundo todo. Dados do relatório Global “Food: waste not, want not”, divulgado pelo Instituto de Engenheiros Mecânicos (Imeche) do Reino Unido, mostra que, de 30% a 50% dos alimentos produzidos anualmente no mundo nunca são ingeridos. A porcentagem representa de 1,2 a 2 bilhões de toneladas de comida, que têm o lixo como destino.

Entre as causas do desperdício de alimentos, foram listadas pelo relatório fatores como a infraestrutura inadequada de transporte e armazenamento, as exigências dos supermercados, de que os produtos sejam visualmente perfeitos nas prateleiras, dentre outras. Nos países em desenvolvimento, o problema está na colheita, na estocagem dos alimentos e na falta de estrutura para transporte. A perda no plantio de arroz em regiões do Vietnã, por exemplo, pode chegar a 80%. Já nos países ricos, grande parte do desperdício se dá porque o consumidor só quer pagar por alimentos de ótima aparência. As promoções do tipo ‘compre um, leve dois’ também estimulam o desperdício. As pessoas compram mais do que precisam e muita comida acaba no lixo.

Desde o início, a evolução das embalagens acompanhou o desenvolvimento humano: inicialmente da simples necessidade de armazenar mantimentos e água; mais tarde, de conservar por mais tempo esses produtos para consumo posterior e comercialização. Hoje, as embalagens conferem identidade ao produto, referenciam sua origem e reforçam sua marca e suas qualidades. São fundamentais na logística: são essenciais para disponibilizar as mercadorias no tempo certo, nas condições adequadas, ao menor custo possível, principalmente na distribuição internacional.

O plástico sempre foi um aliado para evitar-se o desperdício. O seu uso na agricultura permite maior produtividade, que se evitem perdas por alterações no clima, maior tempo de vida aos alimentos, garantia de estocagem de qualidade. Quando o produto chega na gôndola, a função do plástico também é de suma importância para que não haja perda de produtos. No combate à fome, não é diferente. A presença das embalagens plásticas faz com que os alimentos possam ser levados aos pontos mais longínquos do mundo, de maneira segura e higiênica, sem contaminação e sem desperdício.

A indústria dos plásticos, que atua fortemente no setor de alimentos, investe cada vez mais em tecnologia no desenvolvimento de embalagens inteligentes, capazes de garantir maior tempo de vida aos produtos nas prateleiras e que os alimentos estejam cada vez mais protegidos no transporte. Também atua para que a identificação do produto, tanto para o rastreamento de sua origem, o que é uma segurança ao consumidor, seja um diferencial na prateleira, promovendo competitividade. A cada dia, mais e mais produtos competem pela atenção do consumidor nas prateleiras e a criação de um diferencial na embalagem poder ser fator decisivo para a compra.

A indústria do plástico busca divulgar a cada oportunidade essa nobre importância de seus produtos, que têm aplicações voltadas ao bem estar social, ao desenvolvimento e à saúde. A questão do uso do plástico no combate á fome será abordada em um dos painéis do 1º Congresso Brasileiro do Plástico, a primeira iniciativa no Brasil e na América Latina com o propósito de exaltar as aplicações do plástico nos mais variados segmentos, desde saúde, agricultura, passando por segurança alimentar, combate a fome e saneamento básico, bem como evidenciar a sua importância na vida moderna. O objetivo dessa grande iniciativa é compartilhar com tomadores de decisão, governos, empresários, toda a comunidade acadêmica e o público em geral as grandes soluções e tecnologias desenvolvidas a partir do plástico, e que já fazem a diferença em todos esses campos de atuação.

No Brasil, na última década, cerca de 30 milhões de pessoas saíram da linha da pobreza e passaram a ter mais acesso aos produtos de consumo, assim como à informação. Certamente, um dos principais elementos que contribuíram para chegarmos a esse patamar foi o uso dos plásticos em diversas aplicações, como na produção do alimento, em seu transporte, estocagem e embalagem, assim como da água; nas aplicações voltadas para a medicina, na construção de casas e seu uso em veículos, assim como na sua participação no desenvolvimento tecnológico, por meio de todos os equipamentos em que está presente, desde telefones, computadores, impressoras, entre outros tantos. Já se sabe que em países onde o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é mais alto, o consumo de plásticos per capta é maior.

Setor que faz parte de uma cadeia produtiva responsável por mais de 350 mil empregos diretos no Brasil, em mais de 11 mil empresas, a indústria de transformação plástica brasileira, aliada cada vez mais ao segmento agrícola, tem plenas condições de minimizar as perdas de alimentos, garantir valor agregado ao produto e sua marca, qualidade, durabilidade. Soma-se a isso o esforço dessa cadeia para criar no país a cultura das boas práticas de consumo, como por exemplo, os 3R’s (Reduzir, Reutilizar e Reciclar), partindo do próprio plástico, que é 100% reciclável, e extrapolando para o consumo de modo geral. Acreditamos que unindo esses pontos, o Brasil tem condições de dar mais um passo em direção ao desenvolvimento, contribuindo de forma efetiva e global.

Disponível em: http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/opiniao/2014/07/08/interna_opiniao,121165/embalagem-contra-a-fome.shtml

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