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18 de setembro de 2014

Os plásticos, o transporte da água e o saneamento básico (Brasil Econômico)

É fato que os avanços nas melhorias em serviços de água e esgotos, assim como na redução das perdas de água nas grandes cidades do país continuam lentos. O Brasil foi aclamado pela ONU como país pioneiro no planejamento de saneamento para longo prazo e com participação social, em função do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), um guia que possibilita o planejamento para que investimentos de R$ 508,5 bilhões sejam feitos em abastecimento de água potável, coleta e tratamento de esgoto e lixo e ações de drenagem.

Ainda assim, o novo Ranking do Saneamento Básico nas 100 Maiores Cidades, apresentado pelo Trata Brasil, mostrou a necessidade de haver um maior comprometimento dos governos federal, estaduais e municipais, se o Brasil pretende universalizar o saneamento em duas décadas.

Em resumo, o estudo mostra que a grande maioria das cidades analisadas não evoluiu em seus indicadores de Perdas de Água, o que preocupa por ser um indicador síntese da gestão do sistema de saneamento em uma cidade. Hoje, o volume de esgotos não tratados nos 100 maiores municípios, portanto descartados por dia na natureza, é de 2.959 piscinas olímpicas. Isso mostra que a falta de saneamento, além de um problema de saúde pública, continuará prejudicando a quantidade e qualidade dos recursos hídricos brasileiros.

Ações de saneamento e de cuidados com a água são preventivas à saúde e geram economia. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), para cada 1 real investido em saneamento básico, 4 reais são economizados em tratamentos de saúde. E os plásticos são parte integrante nesse processo, fundamentais tanto na disseminação do saneamento, quanto na geração da economia.

São eles os principais produtos utilizados na construção, no saneamento, tratamento de esgoto, canalização de água e revitalização de municípios, em função de sua versatilidade, variedade de aplicações e vocação social, ou seja, melhor custo-benefício em relação a diversos materiais. Isso sem falar que os plásticos são 100% recicláveis, o que significa que podem ser transformados em novos produtos ao final de sua vida útil, reduzindo, assim, o desperdício de matéria-prima.

Já se sabe que em países onde o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é mais alto, o consumo de plásticos per capta é maior. Ou seja, quanto mais as pessoas saem da linha da pobreza, quanto mais aumenta a quantidade de pessoas nos grandes centros e, consequentemente, o consumo, mais será necessário a busca de produtos versáteis, duradouros, com custo-benefício adequado e com potencial sustentável (reaproveitável e reciclável).

A indústria do plástico busca divulgar a cada oportunidade essa nobre importância de seus produtos, que têm aplicações voltadas ao bem estar social, ao desenvolvimento e à saúde. Assim, foi criado o Congresso Brasileiro do Plástico, a primeira iniciativa no Brasil e na América Latina com o propósito de exaltar os benefícios das aplicações do plástico nos mais variados segmentos, desde saúde, agricultura, passando por segurança alimentar, combate a fome e saneamento básico, bem como evidenciar a sua importância na vida moderna.

O Brasil precisa crescer de maneira sustentável e parte desse crescimento passa pela indústria dos plásticos que busca estar atenta às inovações e ao desenvolvimento tecnológico para cada vez mais atender as necessidades do país.


*Alfredo Schmitt - Empresário e presidente do 1º Congresso Brasileiro do Plástico

Matéria publicada no Jornal Brasil Econômico (18/09/2014)

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