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24 de setembro de 2014

Utilização de impressoras 3D para a fabricação de próteses para amputados é tema de congresso (Revista Hospitais Brasil)

Tema será discutido no 1º Congresso Brasileiro do Plástico - a primeira iniciativa na América Latina a exaltar as aplicações do plástico na vida moderna – que será realizado de 5 a 7 de novembro, em Porto Alegre/RS

O crescimento do mercado mundial de impressoras 3D tem uma projeção de 75% em 2014 e as vendas unitárias desses equipamentos ao redor do mundo devem duplicar em 2015. Em todo o mundo, têm surgido diversas soluções para a aplicação dessa tecnologia, assim como as técnicas de prototipagem, voltadas para diversos segmentos da economia, como a medicina, automotivo, industrial, construção, entre outros.

Especificamente na medicina, os desenvolvimentos de próteses de membros para pessoas amputadas e a impressão 3D faz parte desse cenário. Exemplo disso é o trabalho da prof. Maria Elizete Kunkel, que desenvolveu na Universidade Federal do ABC/SP projeto de prótese adaptada a pessoas que perderam a mão. Todo o trabalho foi baseado em um projeto open source, realizado na África do Sul. O projeto é totalmente mecânico, ou seja, não utiliza sistemas eletrônicos, com os comandos dos dedos feitos a partir de fios de aço e elástico, dependendo do tipo de movimento que será executado.

Hoje, na Universidade Federal do Estado de São Paulo (UNIFESP), Maria Elizete Kunkel coordena projetos de pesquisa em tecnologia assistida na área de próteses e órteses. A universidade, inclusive, mantém parceria com outras entidades que atuam neste tipo de iniciativa. É o caso do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, que desenvolve uma série de tecnologias voltadas à reconstrução de partes do corpo humano por meio de impressão 3D, além da Associação de Desenvolvimento de Soluções Tecnológicas para Amputados (ADSTA).

“A demanda por este tipo de prótese existe. No entanto, o país não está preparado para auxiliar as pessoas que necessitam deste tipo de tecnologia. Não existem programas de reabilitação com este tipo de prótese oferecido pelo governo aos cidadãos que se acidentam no trabalho, por exemplo. Isso, por si só, já faria a produção e a oferta das próteses aumentar em todo o Brasil”, afirma a professora.

Esse trabalho será apresentado juntamente com outras informações sobre as aplicações atuais e tendências do uso do material plástico na medicina com a impressão 3D no 1º Congresso Brasileiro do Plástico, a primeira iniciativa no Brasil e na América Latina com o propósito de exaltar as aplicações do plástico nos mais variados segmentos, como medicina, saneamento, construção, agricultura, combate à fome, entre outras.

Segundo Alfredo Schmitt, presidente do 1º Congresso Brasileiro do Plástico, a programação do Congresso foi estruturada para levar ao público, de forma prática e detalhada, todos os conceitos de inovação e tecnologias aos quais o plástico se insere. “Pretendemos mostrar que o plástico é um produto inteligente, fundamental e indispensável na vida das pessoas”, afirma o executivo.

Disponível em: http://www.revistahospitaisbrasil.com.br/noticias/utilizacao-de-impressoras-3d-para-a-fabricacao-de-proteses-para-amputados-e-tema-de-congresso/

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